Jornalista e Membro da Academia Rondonopolitana de Letras – Ccadeira número 13.
Pedir, na Língua Portuguesa, é um verbo que pode ser usado de várias formas. Dependendo do contexto, pode ser usado para pedir algo a alguém ou fazer uma solicitação que vai beneficiar a cidade junto com a sua coletividade.
Nesse sentido surgiu a ideia: Será muito pedir às autoridades a instalação de um museu afro-rondonopolitano? Claro! Pensando bem, pode ser um obstáculo para muitos. Um grande obstáculo para os que são contra a todos os tipos de remédios, até os capazes de ser contra a analgésicos, mesmo não ouvindo os gritos dos que clamam por esttse museu.
No Brasil, não é um segredo para ninguém que desde a abolição da escravidão, falar de políticas afirmativas sempre foi um problema sério. Muitos que, ao saírem da escravidão, não tinham a mesma oportunidade de competir com os filhos dos colonos, que se beneficiaram da maldade contra os negros e sempre tiveram a coragem de não esconder a política meritocrática.
Se alguém não acredita, seria bom perguntar a José do Patrocínio durante a sua proclamação na cidade do Rio de Janeiro, ao meio -dia deo dia 15 de novembro de 1889, quando o Brasil passou ser uma República, mas, não uma república para os negros escravizados, porém uma REPÚBLICA para os outros.
Hoje a cidade Rondonópolis tem 71 anos, já não é mais uma cidade em construção, mas sim! Uma cidade com competência suficiente para reconhecer e reparar afirmativamente os que ao longo dos tempos as oportunidades foram passadospassadas bem longe.
Nesse contexto, com a criação do primeiro museu Afro-rondonopolitano, a cidade reconhecerá e fará justiça na sua política afirmativa, a favor das oportunidades dos que mais precisam ser reconhecidos junto com os seus antepassados.
Muitos poderiam perguntar, por que pedem esttse museu em Rondonópolis, se o Estado de Mato Grosso todo tem história dos negros? Para responder a essa pergunta, acreditamos que não precisa ir muito longe ou ter o salário do jogador Neymar.
Estste é um ato de reconhecimento, já que diferente de Rondonópolis, o Estado de Mato Grosso, reconhece e ratifica a lei 12.990/2014, que estabelece a cota racial para negros e pardos, mas inacreditavelmente, a cidade de Rondonópolis, no interior do Eesstado, não cumpre com essa lei.
Aliás, se alguém não acredita, é só ler os editais dos dois últimos concursos publicados pela prefeitura de Rondonópolis no ano 2023 e da Câmara Municipal, concursos organizados pelas bancas UFMT e SELECOM, nos dois editais não tiveram vagas designados para as pessoas negras/partdas.
É notório que entre os habitantes do estado de Mato Grosso, estão os africanos e ainda os africanos imigrantes de outros países que encontram em Rondonópolis uma nova pátria e refúgio, mas o que sabe a cidade sobre a cultura afro-brasileira?
Para responder a essa pergunta, chama atenção a petição da instalação de um museu afro-rondonopolitano para fortalecer a cultura e o reconhecimento da participação dos negros de Rondonópolis na elevação constante do Produto Interno Bruto de Rondonópolis-MT.
Ou seja, os escravizados trabalharam muito para concretizar o estado de Mato Grosso, tal como especifica o Johann Moritz na publicação de um trabalho que retrata a mineração de Mato Grosso em 1825, de modo que, o estado e a cidade de Rondonópolis deveo estado e a cidade de Rondonópolis devemm muito àa mão de obra escravizada, por isso, faz-se necessário que os moradores da cidade conhecessem de perto a participação dos negros na construção da cidade, que fará 72 anos dia 10 deem dezembro de 2025.
Partindo desde o ponto de vista material e imaterial, a cidade de Rondonópolis, tem obras que sobram, e que cooperarãoá com a implementação desse sonhado museu, mas claro, vai existir os irmãos de Bradypus Variegatus, aliás que são próximos da família Bradypus Tridactylus, que sempre se colocam àa disposição da negatividade, porém, mesmo sabendo de tudo isso, é necessário levantar essta bandeira.
Mas, faz-se sentido revelar que as instituições educacionais e culturais serão os beneficiados com estse museu, já que é de conhecimento que em 2003, aprovou-se a lei 10.639, que é conhecida como a lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional (LDB), que tornou obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira, dentro das disciplinas que já fazem parte das grades curriculares do ensino fundamental, mas como está sendo aplicada essa lei na educação básica de Rondonópolis? Tem museu para os educandos acompanharem o que se falalam os educadores nas salas de aulas? Mas, qual é a solução?
São perguntas que tal vez só serão respondidas com a criação destse museu. Mas, muitos até poderiam sugerir procurar um vereador para criar um projeto de lei, que implementaria oeste museu, porém, adiantando e analisando a lei 4.320, de 17 de março de 1964, que é conhecida como lei orçamentária, esclarece que , os legisladores, nesse contexto de Rondonópolis, os vereadores não poderiam criar uma lei que criará gera despesa ao executivo.
Diante disso, deveria ser o executivo que poderia colocar isso no seu plano de governo para ser executado em 2026.
Porém, pensando em uma alternativa até a instalação desste museu, as autoridades da Comissão de Cultura da Câmara Municipal de Rondonópolis-MT, em combinação com as autoridades da Secretaria Municipal de Educação, Cultura Esporte e Lazer, podem fazer uma petição formal ante aàs autoridades do Ministério dea Cultura, com o objetivo de alcançar esse objetivo, porque é de conhecimento de muitos que no dia 30 de novembro de 1937, o Estado Jurídico de Direito Brasileiro, criou por meio do decreto número 25 o Instituto do Patrimônio e Artístico Nacional (IPHAN), ou seja, essa entidade poderia cooperar na instalação desse museu.
Ante o exposto, faz-se sentido observar o especificado na Constituição da República de 1988, no seu artigosnos seus artigos: 215 e 216 estabelece que o Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura. Ou seja, não feriria a legislação a instalação do museu Afro-rondonopolitanoa. Seria uma ação autêntica de preservar a cultura material e imaterial e a cooperação dos negros de Rondonópolis-MT.
De modo que, com o exposto, faz-se sentido a importância da instalação deststa fonte de cultura até para diminuir o racismo e xenofobismo na cidade de Rondonópolis, mas resta uma pergunta, o que falta para começar.?
Autor: Adly Gaby
Jornalista e Membro da Academia Rondonopolitana de Letras – Cadeira número 13.