Entre as penas, ficando um tanto desvairado,
Nem reza impede que seu nome me percorra;
Gritos e sussurros — eu o tenho muito escutado,
Como um chamado, dizendo: “Me socorra…!”

Justamente agora que eu resolvi olvidar
E tentar me calar, planar despercebido,
Aguardando esse mau tempo se modificar,
Para então eu voltar ao que me foi incumbido.

Mas sei que entre as nuvens é alto demais;
Os olhos se fecham pra não encarar o real,
Tal qual um poeta que não escreve mais
Em causa da dor — a perda do seu ideal.

Pois lúcido quero voar e sorrir na certeza
Que ao menos lutei por justiça e moral,
Que fiz do amor a minha maior fortaleza
E dos meus bons sonhos um conceito real.

Agora, seu nome — esse eu sempre ouvirei,
Como todos aqueles outros do tempo antigo.
Só espero, noutra vida, em que assim a direi:
Protegida, luz das minhas vidas, afinal —
“Está pronta? Dê-me a mão… e voe comigo.”

Poema George Ribeiro

(*) George Ribeiro é poeta rondonopolitano, professor da rede estadual de ensino e membro diretor da Academia Rondonopolitana de Letras – ARL, cadeira nº. 9.

Redes Sociais: @georgeribeiroo

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